Entrevista 11/04/2013

Foto: gustavo

A essência feminina pelas lentes de Mari Alves.


Conheça um pouco desta talentosa artista.


Mariana Campos Alves ou, como é mais conhecida, Mari Alves nasceu na zona sul de São Paulo, chegou a Paraty, como muitos, em busca de uma vida mais calma e com mais qualidade. No começo foi para Rio de Janeiro que possui uma maior oferta na área de fotografia e vídeo. Lá viu um anuncio na internet pedindo fotógrafos para atuar em Paraty. Na época estava sozinha cansada de cidade grande. Veio e apaixonou e está em Paraty há dois anos.

- A proposta era muito legal, trabalhar num barco fotografando. Era tudo que eu queria. Viver na praia fazendo ensaios com as famílias. Isso era realmente muito bom. Diz Mari

Com vinte dias eu conheci meu atual marido, Gustavo, e pai do bebê que vai nascer daqui há pouco. Ele tem a mesma história que eu, trabalhava com vídeo em São Paulo e mudou a vida. Trabalha com passeios turísticos.

Mari passou um ano trabalhando no barco e resolveu que era hora de desenvolver um trabalho próprio de fotografa, mais autoral e mais artístico.

- Chamei algumas meninas que conhecia Carol, Camila, Mayara e Maile, eram todas da cidade e propus fazermos os ensaios.  Elas ficavam com o material produzido e eu divulgava meu trabalho. Comenta a jovem fotógrafa.

Os ensaios fizeram sucesso e ela começou a trabalhar bastante, muita gente ligando, querendo fazer festas e casamentos.

- Tive muita sorte porque foi tudo muito rápido, as meninas que eram todas daqui ajudaram na divulgação. Conheci muita gente legal que ajudou bastante.

Mari faz trabalhos por encomenda, os valores são variados, dependendo da produção que o cliente deseja.

- Tenho uma equipe que maquia, veste, procura locações e tudo mais. Hoje trabalho assim e o resultado tem sido satisfatório. Na verdade prefiro que a pessoa apresente seu figurino próprio e seus adornos. Acho que fica mais pessoal e mais bonito.

Mari costuma ir à casa das clientes e escolher algumas roupas e acessórios. Faz algumas fotos e testa as combinações para evitar perder tempo quando for fazer as fotos definitivas.

- Meu trabalho tem pouca troca, no máximo três, para evitar muito colorido e retoques. Além de tornar o trabalho menos cansativo.

O trabalho em estúdio não a fascina, acha que a natureza exuberante de Paraty pede mais uma atividade externa. Para ela o resultado é sempre bonito e harmonioso além, é claro, mais agradável. Para ela o trabalho de estúdio limita muito.

- Eu sempre procuro convencer as clientes que chegam pedindo para fazer em estúdio. Mostro que o Centro Histórico tem lugares lindos, pousadas maravilhosas. Se ela for muito tímida procuro fazer em horários mais vazios. Também costumo dar o crédito as minhas locações, é importante saber aonde foram feitas as fotos. Procuro também conhecer mais a personalidade da menina para poder dirigir melhor as fotos, existem pessoas que você tem que segurar, outras dar mais segurança para que ela se solte. Cada um é de um jeito.

Mari conta que não está muito preocupada com concursos e prêmios quer mesmo desenvolver suas técnicas e aprimorar seu trabalho em Paraty. Seu projeto é ficar na cidade e buscar na poesia e na música o seu desenvolvimento artístico. Esta curtindo muito o bebê que está vindo e a vida em casa ao lado do marido.

- Curto bastante meu lado artístico, gosto de fazer o Storyboard de meus ensaios, ou seja, desenho minhas fotos antes de clicar, este trabalho também é muito importante. Comenta a artista

A fotógrafa tem várias fontes de inspiração gosta de música, livros e pessoas.

- Muitas vezes uma menina me inspira e eu imediatamente tenho a sensação de que ela vai se adequar a determinado tipo de locação ou tema.  Gosto muito da figura feminina e da ideia de transcender essa figura para o mundo da irrealidade, para o mundo de sonhos, como algo encantado, quase como uma beleza divina.

Outra paixão de Mari é o áudio visual, mas acha que o mercado brasileiro ainda é bastante incipiente e não da muitas oportunidades.

- A fotografia tem uma linguagem imediata e a produção é relativamente rápida. Já no cinema ou vídeo é tudo mais complicado, você depende das condições climáticas, somos obrigados a repetir uma cena várias vezes, enfim, é outra linguagem e é bem mais trabalhosa.

A vida de São Paulo passou e agora Mari acredita que está entrando numa fase de amadurecimento de sua arte. A ansiedade acabou e deu lugar a criatividade que vem permeando suas mais recentes criações.
 
Pergunto a fotógrafa qual a câmera que ela usa. Ela diz que não é o fotógrafo que escolhe a câmera e sim o contrário.

- Quando você começa a estudar tudo é muito novo e você não sabe nada. Eu queria uma marca de qualidade que pudesse reproduzir minhas ideias. Perguntei a alguns professores que normalmente se dividem entre Nikon e Canon.  Entrei numa loja olhei para uma Canon que também olhou para mim e nos casamos.

Entre os projetos para o futuro, Mari pretende trabalhar um pouco mais a produção de áudio visuais autorais, em sua maioria inspirados pela musica instrumental brasileira e pela poesia.

- Sou uma pessoa criativa e com muitas ideias. Paraty me inspira a ter esse comportamento. Entre essas ideias está transformar alguns poemas em curtas metragens. Amo a poesia de Hilda Hilst acredito que são bastante visuais, pretendo um dia “ler” esses poemas em imagens.

Mari Alves Fotografia está no Facebook.

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mari alves

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Foto: mari alves

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Mari Alves

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